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PRINCIPAL
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- INTRODUÇÃO
A metalografia é um ensaio realizado nos
materiais metálicos, abordando a sua textura que em geral é realizado em uma
seção previamente preparada e atacada adequadamente por um reagente químico.
Consiste, unicamente, na análise e interpretação do aspecto da seção. A
precisão do resultado está condicionado não só ao conhecimento da
microestrutura, como também à uma boa técnica no preparo e no ataque do corpo
de prova.
O preparo do corpo de prova deve ser realizado com todo cuidado para a
exata execução do ensaio e evitar a introdução de defeitos que dificultariam
a correta interpretação. Apesar da realização relativamente simples, requer
muita prática e habilidade, pois muitas dificuldades podem aparecer durante a
manipulação. Assim o preparo de uma micrografia segue uma seqüência de operações
como; escolha e localização da seção de estudo; execução do corte da seção
plana, embutimento, lixamento e polimento; lavagem, secagem, ataque e observação
ao microscópio.
A
superfície metálica polida, exposta e sob a ação de um reativo, pode
apresentar, quase sempre, aspectos diversos em virtude das heterogeneidades
reagirem diferentemente e dos defeitos serem atacados. Assim, as diferenças
cristalinas e mecânicas, são evidenciadas em virtude da dissolução seletiva,
ou da coloração seletiva do ataque, ou da deposição seletiva dos produtos
das reações. O reativo, também, põe em evidência, por corrosão, defeitos
que eram imperceptíveis[1].
O aspecto da
textura é devido então às diferentes intensidades de reflexão da luz, pois
as regiões menos afetadas pelo reativo refletem a luz sobre o olho do
observador com maior intensidade do que as outras, coloridas ou recobertas de
produtos das reações ou menos corroídas, que dispersam ou absorvem em maior
ou menor intensidade. A maior nitidez é alcançada para um determinado ângulo
incidente da luz [ 1 ].
O microataque
pode ser realizado por imersão e aplicação. Inúmeros são os reativos
utilizados na microscopia, todavia a escolha de um deles é baseada na composição,
nas fases e nos constituintes do material do c.p. , a fim de obter-se uma nítida
microestrutura.
O ataque de
acordo com o tempo de duração, é dito rápido, conforme dure segundos ou
poucos minutos, e lento, quando dura minutos, horas ou dias. Também é comum
classificá-los quanto à profundidade, em superficial e profundo, e quanto à
temperatura, em a frio e a quente, conforme seja realizado à temperatura
ambiente ou acima desta.
O tempo de
ataque , estando subordinado à temperatura e à composição do material e do
reativo, deve ser encarado com muito cuidado, pois tempo insuficiente
proporcionará textura fraca, pouco visível e sem detalhes, em excesso dará
textura ofuscada e até deturpada.
O ataque é
interrompido com jorro de água e álcool sobre a superfície e em seguida faz-se
a secagem da amostra.
O perfeito
ataque é o que acarreta uma nítida microtextura, intrinsecamente característica
do corpo de prova.
O resultado do ensaio restringe-se à
particular seção analisada e não representa todo o CP, pois os materiais metálicos,
devido ao natural processo de fabricação, não são homogêneos. Os dados
fornecidos pelos ensaios químicos e...
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